terça-feira, 24 de junho de 2014

Pedagogia dos Esportes Coletivos - Reflexão



O esporte é um fenômeno que faz parte da cultura mundial, e quando seu ensino é bem conduzido, respeitando a individualidade e interesses, proporciona aos envolvidos benefícios físicos, psicológicos e sociais.
As modalidades esportivas coletivas são definidas por Garganta (1999), como um confronto entre duas equipes, que se dispõem pelo terreno de jogo e se movimentam com o objetivo de vencer, alternando-se em situações de ataque e defesa. Bayer (1986) elenca elementos comuns a todas as modalidades esportivas coletivas: bola, terreno de jogo, uma meta a atacar ou defender; companheiros de equipe, adversários, e regras.
Apesar de reflexões como a do parágrafo anterior e das diversas mudanças curriculares da Educação Física ocorridas nos últimos, fatos que deveriam refletir diretamente num melhor encaminhamento do processo de ensino-aprendizagem da iniciação esportiva, com novas metodologias e ações pedagógicas diferenciadas, o que temos observado é a replicação dos métodos ultrapassados, contemplando o ensino dos esportes numa abordagem tradicional de passe-passe-chute, ou seja, apenas tecnicista.
As principais desvantagens deste modelo pedagógico são: o fato de a abordagem do jogo ser retardada até que as habilidades atinjam rendimento desejado; a inibição dos processos de tomada de decisão; a desmotivação pela mera reprodução dos movimentos.
Em contrapartida, as novas tendências na iniciação esportiva visam a articulação do ensino da técnica e tática, baseando-se nas estruturas funcionais e na compreensão do jogo (TGFU). Como vantagens dessa abordagem pode-se citar o melhor desenvolvimento da inteligência tática, a cooperação, a autonomia, componentes estes que garantem aos alunos, condições de participar ativamente das modalidades, já que serão conhecedores dos princípios operacionais do Esporte Coletivo.
Segundo o entendimento de Rink  et  al.  (1996), para a melhor compreensão,  o modelo TGFU prioriza a tomada de decisão, “o que fazer” ao “como  fazer”. No entanto, o planejamento das tarefas deve estimular constantemente o aluno à reflexão em relação à decisão tomada frente aos problemas de jogo, bem como, a execução das habilidades.
O jogo é fundamental para a aprendizagem esportiva. Segundo Scaglia (2003), para se ensinar uma modalidade esportiva, deve-se ensinar mais que a modalidade, mas também, esta modalidade. É o que este autor define como “famílias de jogos”.

Acredito que a família de jogos proposta para o ensino dos esportes, é uma das melhores estratégias por primar as relações de complexidade entre jogos, capaz de trazer influências positivas para a aprendizagem. Neste contexto, o professor é o agente responsável por criar um ambiente em que os alunos possam jogar e experimentar o jogo inteiramente.
Por Ronan OG

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Origem do Esporte/Modalidades Esportivas Coletivas - Reflexão



É bem sabido da popularidade do esporte contemporâneo e do espaço que ocupa no cenário mundial. Esta representatividade é o que atrai milhões de crianças e adolescentes a praticá-lo e consumi-lo cada vez mais. O esporte é um fenômeno cultural que possui suas origens nos jogos das mais primitivas civilizações. Vários são os exemplos de modalidades do esporte moderno e/ou contemporâneo que possuem características semelhantes a jogos praticados por povos antigos, como é o caso do pok ta pok praticado no século VII a.C pelos Incas que possui grande relação basquetebol, além do  Kemari, praticado no Japão do século X a.C, que supostamente prefigura o atual futebol.

No decorrer do tempo este fenômeno passou por diversas ressignificações, sendo apenas de caráter lúdico inicialmente, passando por um produto da sociedade na revolução industrial, tido como espelho de sociedades modelo, regimes econômicos e políticas de governo, utilizado como ferramenta de alienação populacional, e, por fim sendo espetacularizado no objetivo de rentabilidade nas mais diferentes instâncias.

Contudo, independente da época em que foi ou é praticado, e por mais diferente que cada modalidade possa parecer, uma série de características são comuns, senão a todas, mas à grande maioria das modalidades esportivas coletivas: a bola, que por si só é fascinante e incita ação motora e o interesse por seu domínio; o terreno de jogo, campo de batalha onde cada jogador tem de “lutar” para defender seu espaço e atacar o adversário; o alvo por onde a bola deve passar, o ápice de toda ação de jogo, que é bravamente buscado por quem tem a posse da bola; as regras que determinam o que se pode ou não dentro do jogo; os companheiros e os adversários.

Além das constantes supracitadas, outras características, tidas por Bayer (1994) como “princípios operacionais” são comuns na prática das modalidades esportivas coletivas. Sem a posse de bola, toda ação do sistema defensivo é no intuito de proteger seu campo e alvo, recuperar a bola e impedir a progressão dos adversários. A partir da recuperação da bola, o sistema ofensivo deve manter sua posse, progredir em direção ao alvo adversário, e atacá-lo.

Os aspectos motores e gestuais de cada modalidade são específicos. Julgo, porém, que o entendimento dos princípios operacionais é fundamental para a prática e que precisa compor a base de ensino da iniciação esportiva, pois facilitará o aprendizado da lógica de qualquer modalidade coletiva e possibilitará ao indivíduo a antecipação frente aos desafios em jogo.

Vejo que a maior dificuldade no processo é o profissional de Educação física implementar uma metodologia voltada ao desenvolvimento integral do aluno. Ao contrário, o que vemos habitualmente são Profissionais replicando métodos tradicionais (passe-passe-chute), baseados na experiência prática de seus próprios aprendizados, sem questionar a eficiência destes.

Muito mais que puramente replicar um gesto motor correto, a prática esportiva (dentro do contexto do esporte) principalmente na base, deve visar a formação de indivíduos capazes de tomar decisões rápidas e criativas, realizando o improvável, o inesperado, e desenvolver a inteligência e cooperação tática em equipe.


O “saber jogar” é crucial na fidelização à prática esportiva. Cabe a nós, profissionais de educação física, sabermos ensinar.

por Ronan OG

terça-feira, 31 de julho de 2012

Fumo x Obesidade

Embora muita gente já saiba que não praticar atividades físicas regularmente pode ser ruim para a saúde, nem todos têm ideia do tamanho do prejuízo. De acordo com estudo recente, as consequências podem ser piores do que aquelas causadas pelo cigarro.

“Inatividade física tem um grande impacto na saúde mundial”, diz o epidemiologista I-Min Lee, autor da pesquisa, publicada no periódico médico The Lancet. Segundo dados coletados, em 2008 ocorreram cerca de 5,3 milhões de mortes no mundo todo devido a complicações causadas pelo sedentarismo. Para se ter uma ideia, dados da ONU estimam que o cigarro cause um número similar de mortes (5 milhões).

Em seu estudo, Lee estima que a falta de atividades físicas é responsável por cerca de 6% dos casos de doenças cardíacas, 7% de diabetes tipo-2 e 10% de câncer de cólon e de mama.

De acordo com Timothy Armstrong, coordenador do programa de vigilância e prevenção de doenças populacionais da ONU, porém, o número de mortes é menor: 3,2 milhões, segundo dados da Organização. Apesar dessa diferença, ele também alerta que o problema não pode ser subestimado. “A ONU considera o sedentarismo como o quarto maior fator de risco [para doenças crônicas], depois de pressão sanguínea alta, uso de tabaco e colesterol elevado”.

Fonte: http://www.webmd.com/fitness-exercise/news/20120717/physical-inactivity-may-be-deadly-as-smoking

Refrigerante x Emagrecimento


Pesquisa realizada pela Universidade de Bangor (EUA) descobriu que os refrigerantes não só engordam as pessoas, mas também fazem com que seja mais difícil emagrecer.

11 pessoas, homens e mulheres, com cerca de vinte anos, participaram da pesquisa, que durou um mês e envolveu análise de sangue, tecido muscular e metabolismo corporal.

O que eles concluíram é que beber refrigerantes açucarados (assim como outras bebidas com alta concentração de açúcar) por apenas um mês muda o corpo permanentemente, tornando a perda de peso mais difícil.

Isso acontece porque a ingestão regular dessas bebidas altera a maneira como o corpo consome os substratos energéticos. Os músculos passam a “preferir” o açúcar como combustível, e o emagrecimento torna-se mais difícil. Este efeito, a longo prazo, pode elevar os níveis de glicose no sangue, causando o diabetes.
“Essa ‘preferência’ pelo açúcar reduz a capacidade de queimar gordura, além de tornar mais difícil para o nosso organismo lidar com o aumento do açúcar no sangue”, explica o cientista Hans-Peter Kubis.

“O que está claro é que o nosso corpo se ajusta ao consumo de bebidas açucaradas regularmente e se prepara para essa dieta alterando o metabolismo muscular através de atividade genética, incentivando adaptações insalubres nos genes, semelhantes às observadas em pessoas com problemas de obesidade e diabetes tipo 2”, comenta.

O açúcar, por si só, não aumenta nosso peso, mas sim a maneira como ele faz o nosso corpo armazenar mais açúcar. Sendo assim, qualquer bebida com alto nível de açúcar pode ser muito prejudicial à saúde.

Fonte: 
http://hypescience.com/refrigerantes-engordam-por-uma-razao-diferente-da-esperada/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Exercícios Físicos x Inverno


Estamos no inverno e não é por conta do frio que devemos interromper o treinamento físico, certo?


Porém, os cuidados com o clima frio não podem ser esquecidos e modificações no treinamento são necessárias para que sejam reduzidos os riscos do acometimento por gripes, resfriados e até mesmo lesões.


Muitas pessoas evitam totalmente o frio exercitando-se em ambientes fechados durante o inverno. Aquelas que decidem continuar com o exercício ao ar livre não costumam correr um grande risco, pois o exercício faz com que o corpo gere calor.

O principal cuidado é com a exposição prolongada ao frio excessivo. A hipotermia é o grande risco, pois as baixas temperaturas favorecem a perda de calor corporal e o vento pode agrava essa perda.

A produção de calor corporal durante um exercício físico de moderado a extenuante é suficientemente alta para prevenir a hipotermia.


Durante a realização dos exercícios em dia muito frios, devemos levar em consideração alguns aspectos:

1-Aquecimento leve seguido por alongamento (5 à 10 min);

2-Desenvolvimento do ritmo um pouco mais leve que nos dias quentes, pois o organismo terá um processo mais gradativo de preparação para o ritmo ideal;

3-Hidratação adequada, pois, em dias quentes fica fácil de perceber a necessidade de ingerir líquidos durante a corrida, contudo, durante o frio, a temperatura baixa e o vento podem enganar o corredor;

4-Cuidar com o pós-treino, pois sua temperatura abaixará drasticamente e não seria ideal estar vestindo ainda a sua roupa úmida do treino.

Lembrando destes detalhes você poderá continuar seu treinamento de forma saudável e de dentro dos limites de seu corpo.


O importante é não parar.


Xô preguiça!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dica do dia...


Pratique exercícios com as Crianças!!!


Fortalece os laços de família, Emagrece e desenvolve o hábitos saudáveis, em pais e filhos.
Vale a pena sair da frente da tv e planejar um passeio bem divertido e movimentado.

Xô Sedentarismo!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A produção do Lactato


Quando a oxidação do lactato iguala sua produção, o nível sanguíneo de lactato se mantém estável, apesar de um aumento na intensidade do exercício e no consumo de oxigênio.

Em indivíduos sadios, porém destreinadas, o lactato sanguíneo acumula-se e sobe de maneira exponencial para aproximadamente 55% de sua capacidade máxima para o metabolismo aeróbico.

O acúmulo de Lactato é pressosto por uma situação de hipóxia (falta de oxigenação da musculatura) tecidual relativo. Em situações onde o metabolismo glicolítico predomina, a produção de nicotinamida adenina dinucleotídio (NADH – coenzima envolvida na transferência de energia) ultrapassa a capacidade da célula de arremessar seus hidrogênios (elétrons) através da cadeia respiratória, pois existe uma quantidade insuficiente de oxigênio ao nível tecidual.

O desequilíbrio na liberação de oxigênio e a subseqüente oxidação fazem com que o piruvato (substrato final da degradação da glicose; muito importante para a formação do lactato) possa aceitar o excesso de hidrogênios, resultando no acúmulo de lactato.

Em situações de repouso e exercício moderado também há produção de lactato. As adaptações musculares induzidas pelo treinamento aeróbico promove altos ritmos de renovação do lactato; deste modo, o lactato acumula-se para os níveis mais altos de exercício que no estado destreinado.

Outra explicação para o acúmulo de lactato durante o exercício inclui a tendência para a enzima desidrogenase lática (LDH) nas fibras musculares de contração lenta favorecer a conversão de lactato para piruvato. Portanto, o recrutamento das fibras de contração rápida com o aumento da intensidade do exercício favorece a formação de lactato, independentemente da oxigenação tecidual.

A produção e o acúmulo de lactato são acelerados quando o exercício torna-se mais intenso e as células musculares não conseguem atender às demandas energéticas adicionais aerobicamente nem oxidar o lactato com o mesmo ritmo de sua produção.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O uso do calçado correto

Usar um tênis de corrida apropriado para o seu tipo de pisada vai ajudá-lo a prevenir lesões.

Conheça o seu tipo de pisada:



  • Pronada: Caracteriza-se pelo apoio da região medial do pé no contato com o solo. Corresponde a parte interna no pé. Quando a pronação excessiva acontece, o arco do pé se achata, alongando músculos, tendões e ligamentos que ficam na parte inferior do pé. Geralmente os corredores com esta pisada também têm "geno valgo" (joelhos curvos para dentro) e pé plano e podem sentir dores na parte medial do joelho. Mais de 75% da população mundial tem tipo de pisada pronada.
    Pé chato (arco do pé achatado) é geralmente associado à pronação. Nesse caso o peso é aplicado na borda interior do pé durante a corrida. Esse tipo de pé requer um tênis das categorias controle do movimento ou estabilidade. Em primeiro lugar deve-se procurar sapatos que compensem essa rotação interna excessiva, com uma forma mais Reta para oferecer maior estabilidade ou com sola intermédia de dupla densidade e/ou dispositivos anti-pronação, a dupla densidade é apenas um bocado de espuma mais firme colocada do lado interno (medial) da sola intermedia dos sapatos para evitar que o pé rode em demasia para dentro.

  • Supinada: Caracteriza-se pelo apoio da região externa do pé no contato com o solo. Geralmente os corredores com esta pisada também apresentam "geno varo" (joelhos curvos para fora). Arco do pé alto é geralmente associado à supinação. Esse tipo de pé requer um tênis flexível, com bom amortecimento, como aqueles da categoria amortecimento. A supinação excessiva põe uma carga grande nos músculos e tendões que estabilizam o tornozelo, o que pode fazer com que o tornozelo rotacione totalmente para fora, resultado em torção ou até mesmo na ruptura total dos ligamentos. Deve-se procurar sapatos que compensem essa rotação externa excessiva, e assim oferecer maior estabilidade ou com sola intermédia de dupla densidade e/ou dispositivos anti-supinação, com reforço no lado externo da sola para evitar que o pé rode em demasia para fora.

  • Neutra: Caracteriza-se pelo apoio uniforme do pé no contato com o solo, não possuindo desvios nem para dentro e nem para fora.
    A pisada começa com a parte externa do calcanhar e o pé rotaciona ligeiramente para dentro durante a movimentação, terminando com a parte da frente do pé inteira tocando o solo.

A grande maioria dos corredores com pisada neutra usam tênis da categoria neutro-amortecimento. Mas dependendo do seu arco do pé, o tipo de tênis de corrida a ser usado pode ser outro.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mitos e verdades sobre os ENERGÉTICOS


Eles deixam o corpo mais acelerado, mas depois o cansaço vem em dobro...

Para enfrentar a agitação da balada ou para espantar o cansaço de uma noite mal dormida. Estes são apenas dois dos motivos para o consumo de energéticos, os hoje chamados de "refrigerantes para adultos".

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas, entre julho e dezembro de 2008, o consumo destes produtos no Brasil foi de 11,7 milhões de litros.

No mesmo período de 2009, esse número já era de 17,3 milhões, um salto de 48,5%. Geralmente associada à festas, noitadas e a mistura com bebidas alcoólicas, a bebida produzida à base de substâncias estimulantes, que dão mais pique ao organismo durante um determinado período, também vem sendo relacionada a hábitos de vida saudáveis, como a prática de esportes.

No Brasil, uma das cinco marcas que disputam o mercado nacional, a TNT, é patrocinadora de 16 atletas olímpicos brasileiros. Seu representante mais notório é o nadador César Cielo, campeão olímpico e recordista mundial dos 50 metros livres.

Mas será que os energéticos são benéficos para a sua saúde? Ou, pelo contrário, podem trazer consequências ao organismo? E será que viciam? Numa competição, pode dar dopping? A lista de dúvidas que rondam os tais "refrigerantes" é grande.

A seguir, o fisiologista especializado em medicina esportiva, Jorge Zogaib, o personal trainer Edson Ramalho, as nutricionistas Roberta Stella e Patrícia Ramos e o clínico geral Flavio Tocci falam sobre os pontos positivos e negativos dos energéticos.

O que é um energético?

Energéticos são bebidas à base de cafeína e outras substâncias estimulantes, como a taurina e a glucoronolactona, que potencializam a resposta do cérebro aos estímulos, deixando o corpo mais ativo ou acelerado.

Sua fórmula faz com que a pessoa se sinta revigorada durante algumas horas o que causa uma disposição aparente. Mas a ação dos energéticos também tem efeito rebote para o organismo.

"É um meio falso de restabelecer o pique. Passado o efeito, você fica ainda mais cansado e sente os efeitos do estresse muscular", explica o fisiologista Paulo Zogaib.

Quando consumidas em excesso, as substâncias estimulantes causam ansiedade, agitação, cefaleia e, em alguns casos, apresentam grau de toxidade questionável, como a taurina e a glucoronolactona. "São substâncias que alteram o funcionamento de nosso organismo de forma brusca, por isso devem ser ingeridas com moderação e certa cautela", diz Zogaib.

Um energético hidrata o corpo?

Não, pelo contrário, é uma bebida diurética, que faz o organismo eliminar líquido. Segundo a nutricionista Roberta Stella, a principal característica dos energéticos é aumentar a resistência física devido à presença, principalmente, da cafeína. "Eles não foram desenvolvidos visando à hidratação e, por isso, não devem ser consumidos com esta finalidade, sendo necessária a ingestão de água para obter uma boa hidratação", explica.

Por que a combinação com álcool é perigosa?

Quando são consumidos em combinação com álcool, os energéticos provocam aumento da adrenalina, palpitações, suor e dependendo da quantidade ingerida, podem levar à desidratação já que os dois são diuréticos. Segundo Paulo Zogaib, a combinação do energético com o álcool é perigosa, porque leva a excessos de ingestão de ambas as substâncias.

"O álcool é um depressor do sistema nervoso central (ele retarda as respostas do cérebro aos estímulos), enquanto o energético é um estimulante, por isso, quando ingerimos álcool é preciso aumentar a dose de energéticos para se alcançar o efeito de euforia. A pessoa que bebe a mistura fica mais acelerada pela ação do estimulante e mais corajosa pela ação do álcool, o que pode ser perigoso", afirma o fisiologista Paulo Zogaib.

O energético tem a mesma função dos isotônicos?

Não. Para a nutricionista Patrícia Ramos, esta é uma substituição perigosa que pode levar a problemas mais sérios como a desidratação. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unifesp, em dezembro de 2009, 20% das pessoas que bebem energéticos os consomem nas academias como se fossem isotônicos.

Os energéticos foram criados para amenizar a sensação de exaustão e cansaço, enquanto os isotônicos têm o objetivo de repor a água e os sais minerais que perdemos após uma atividade. "Os energéticos aceleram nosso cérebro e nossas funções, camuflando a sensação de cansaço. Já os isotônicos repõem nutrientes importantes. Trocar um pelo outro pode comprometer a saúde e o desempenho de quem não está atento a estas diferenças", explica Patrícia.

Faz mal tomar o energético em jejum?

O risco de tomar um estimulante em jejum está ligado a absorção de suas substâncias pelo organismo. "Um energético ingerido em jejum pode comprometer as funções do estômago e de todo o aparelho digestivo, além de potencializar os efeitos da bebida na medida em que sua absorção se torna mais rápida e os efeitos mais intensos", explica o fisiologista.


Tomar só energético, sem combinar com álcool, pode prejudicar a saúde?

O clínico geral explica que os energéticos, quando consumidos sozinhos, também fazem mal e que, apesar de serem muito mais perigosos quando combinados com bebidas e outras substâncias, acabam comprometendo a saúde, mesmo quando consumidos isoladamente, em função da alta dose de cafeína e de outros estimulantes.

Eles prejudicam o sono?

Sim. Em um primeiro momento você perde o sono e fica acelerado, porém, segundo Paulo Zogaib, acabado o efeito, o organismo precisa compensar as horas de sono perdidas e daí a pessoa tende a dormir mais. "Você fica agitado por umas horas e não dorme, depois, dorme demais para compensar o tempo perdido", explica.

Há interações perigosas com medicamentos?

Sim. O resultado da combinação de energético com medicamentos pode ser bastante prejudicial ao organismo. Se a pessoa já tem algum problema de saúde, tende a piorar. O uso isolado de estimulantes já altera as funções do organismo. "Se o remédio também for estimulante, por exemplo, poderá haver uma inibição de seu efeito", diz Zogaib.

Vicia o organismo a ponto de perder o efeito?

Sim. Assim como os demais estimulantes químicos (cafeína ou drogas, como a cocaína, dentre outros), eles deixam de fazer efeito se tiverem o uso for contínuo e a pessoa passa a ingerir quantidades cada vez maiores para obter o mesmo resultado. "Isso varia muito de pessoa a pessoa, mas em geral, o corpo acostuma e pede cada vez mais. Vira um círculo vicioso grave", explica Paulo.

Criança pode tomar? Por que é chamado de refrigerante para adultos?

Segundo o clínico geral Flávio Tocci, os energéticos são assim conhecidos porque apesar de não serem alcoólicos, apresentam uma dose alta de cafeína e de substâncias com nível toxicológico questionável, e o organismo de uma criança não está preparado para receber tamanhas doses. "Se um adulto já fica acelerado, imagine uma criança. Ela pode apresentar tremedeira, ficar nervosa e muito acelerada. Não é apropriado", explica.

Tem limite de consumo? Pode consumir todo dia?

Não deve ser consumido todos os dias, principalmente substituindo sucos, água ou refrigerantes tradicionais nas refeições. O clínico geral Flávio Tocci explica que não há nenhuma indicação positiva comprovada em relação aos energéticos e que ingeri-los uma ou duas vezes na semana não faz mal, mas que consumir este tipo de bebida todos os dias pode trazer complicações, assim como ocorre com a ingestão excessiva de qualquer outro estimulante.

Flávio explica que a quantidade exata permitida depende do organismo e da receptividade de cada pessoa, mas que, em geral, deve-se manter cautela com o consumo destas bebidas. "Tudo o que altera o funcionamento do nosso organismo deve ser consumido com moderação", continua.

Atleta pode consumir? Dá dopping? O treino rende mais após tomar um energético?

De acordo com o personal trainer, Edson Ramalho, o rendimento físico de qualquer pessoa aumenta depois da ingestão deste tipo de bebida:

"A pessoa rende mais por que os energéticos aumentam a frequência cardíaca e a temperatura do corpo, melhorando a resistência e a performance do atleta", explica o personal. Porém, Edson explica que apesar de serem liberadas pelo Comitê Olímpico, as substâncias que compõem os energéticos, quando ingeridas em excesso, podem caracterizar dopping.

"Eles são vistos como bebidas naturais, mas a quantidade ingerida poderia caracterizar dopping se os seus membros entendessem que o atleta fez uso destas substâncias intencionalmente para render mais na competição", explica Edson.

Dá para tomar pensando em rebater os sintomas da gripe, como o cansaço?

Para o clínico geral Flávio Tocci, os energéticos podem comprometer a recuperação de um paciente com gripe ou com algum outro problema, se consumidos em excesso: "O problema é combinar energético e remédios e acelerar um organismo que já está mais debilitado. Não faz mal se for consumido uma vez ou outra, mas quando o paciente apresenta qualquer problema de saúde, deve tomar cuidado para não agravar ainda mais seu estado", explica.

O energético engorda?

A nutricionista Roberta Stella explica que os energéticos contêm valor calórico semelhante a quantidade de um copo de refrigerante ou suco de laranja e, por isso, quem deseja emagrecer deve consumir com moderação.


Natalia do Vale (Portal da Educação Física - www.educacaofisica.com.br)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Leite e hidratação

Cientistas da Universidade de Loughborough School of Sports and Exercise Sciences, do Reino Unido, analisaram que o leite magro é a bebida mais eficaz para o processo de reidratação após atividade física, em comparação a água e isotônicos. Isso acontece devido ao fato do leite conter eletrólitos, carboidratos e 90% de água.

As pesquisas comprovaram também que ao contrário de outra bebida, o leite permanece no organismo por tempo suficiente para que aconteça o processo de hidratação. De acordo com os estudos os nutrientes presentes na bebida láctea, como sódio e potássio são os responsáveis pelo equilíbrio hídrico no corpo.

Segundo a esteticista e tutora do Portal Educação, Caroline Ueno, a pesquisa demonstra uma maneira barata e fácil de reidratação. “Isso é positivo no equilíbrio do organismo após a atividade física que costuma consumir muito líquido do corpo”, diz a tutora.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

PROESP - MASSA CORPORAL

Material

Uma balança com precisão de até 500 gramas


Orientação

No uso de balanças o avaliador deverá ter em conta sua calibragem. Na utilização de balanças portáteis recomenda-se sua calibragem prévia e a cada 8 a 10 medições. Sugere-se a utilização de um peso padrão previamente conhecido para calibrar a balança.

Anotação

A medida deve ser anotada em quilogramas com a utilização de uma casa decimal.



Material
Estadiômetro ou trena métrica com precisão até 2mm.

Orientação
Na utilização de trenas métricas aconselha-se a fixá-la na parede a 1metro do solo e estendê-la de baixo para cima. Neste caso o avaliador não poderá esquecer de acrescentar 1 metro (distância do solo a trena) ao resultado medido na trena métrica.Para a leitura da estatura deve ser utilizado um dispositivo em forma de esquadro (figura abaixo). Deste modo um dos lados do esquadro é fixado à parede e o lado perpendicular junto à cabeça do estudante. Este procedimento elimina erros decorrentes da possível inclinação de instrumentos tais como réguas ou pranchetas quando livremente apoiados apenas sobre a cabeça do estudante.
Anotação
A medida da estatura é anotada em centímetros com uma casa decimal.

PROESP BRASIL - ENVERGADURA



Material
Trena métrica com precisão de 2mm.
Orientação
Sobre uma parede lisa, de preferência sem rodapé, fixa-se a trena métrica paralelamente ao solo a uma altura de 1,20 metros para os alunos menores e 1,50 m para os alunos maiores. O aluno posiciona-se em pé, de frente para a parede, com os braços em abdução em 90 graus em relação ao tronco. Os cotovelos devem estar estendidos e os antebraços supinados. O aluno deverá posicionar a extremidade do dedo médio esquerdo no ponto zero da trena, sendo medida a distância até a extremidade do dedo médio direito.
Anotação
A medida é registrada em centímetros com uma casa decimal.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PROESP BRASIL - VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO (CORRIDA DE 20M)

Material

Um cronômetro e uma pista de 20 metros demarcada com três linhas paralelas no solo da seguinte forma: a primeira (linha de partida); a segunda, distante 20m da primeira (linha de cronometragem) e a terceira linha, marcada a um metro da segunda (linha de chegada). A terceira linha serve como referência de chegada para o aluno na tentativa de evitar que ele inicie a desaceleração antes de cruzar a linha de cronometragem. Dois cones para a sinalização da primeira e terceira linhas.

Orientação

O estudante parte da posição de pé, com um pé avançado à frente imediatamente atrás da primeira linha e será informado que deverá cruzar a terceira linha o mais rápido possível. Ao sinal do avaliador, o aluno deverá deslocar-se, o mais rápido possível, em direção à linha de chegada. O cronometrista deverá acionar o cronômetro no momento em que o avaliado der o primeiro passo (tocar ao solo), ultrapassando a linha de partida. Quando o aluno cruzar a segunda linha (dos 20 metros), será interrompido o cronômetro.

Anotação

O cronometrista registrará o tempo do percurso em segundos e centésimos de segundos (duas casas após a vírgula).

PROESP BRASIL - AGILIDADE (TESTE DO QUADRADO)

Material

Um cronômetro, um quadrado desenhado em solo antiderrapante com 4m de lado, 4 cones de 50 cm de altura ou 4 garrafas de refrigerante de 2 l do tipo PET.


Orientação

O aluno parte da posição de pé, com um pé avançado à frente imediatamente atrás da linha de partida. Ao sinal do avaliador, deverá deslocar-se até o próximo cone em direção diagonal. Na seqüência, corre em direção ao cone à sua esquerda e depois se desloca para o cone em diagonal (atravessa o quadrado em diagonal). Finalmente, corre em direção ao último cone, que corresponde ao ponto de partida. O aluno deverá tocar com uma das mãos cada um dos cones que demarcam o percurso. O cronômetro deverá ser acionado pelo avaliador no momento em que o avaliado realizar o primeiro passo tocando com o pé o interior do quadrado. Serão realizadas duas tentativas, sendo registrado o melhor tempo de execução.

Anotação

A medida será registrada em segundos e centésimos de segundo (duas casas após a vírgula).

PROESP BRASIL - TESTE DE FORÇA EXPLOSIVA DE MEMBROS SUPERIORES (ARREMESSO DE MEDICINEBALL)

Material

Uma trena e uma medicineball de 2 kg (ou saco de areia com 2 kg)


Orientação

A trena é fixada no solo perpendicularmente à parede. O ponto zero da trena é fixado junto à parede. O aluno senta-se com os joelhos estendidos, as pernas unidas e as costas completamente apoiadas à parede. Segura a medicineball junto ao peito com os cotovelos flexionados. Ao sinal do avaliador o aluno deverá lançar a bola a maior distância possível, mantendo as costas apoiadas na parede. A distância do arremesso será registrada a partir da ponto zero até o local em que a bola tocou ao solo pela primeira vez. Serão realizados dois arremessos, registrando-se o melhor resultado. Sugere-se que a medicineball seja banhada em pó branco para a identificação precisa do local onde tocou pela primeira vez ao solo.

Anotação

A medida será registrada em centímetros com uma casa decimal.

PROESP BRASIL - FORÇA EXPLOSIVA DE MEMBROS INFERIORES (SALTO HORIZONTAL

Material

Uma trena e uma linha traçada no solo.


Orientação

A trena é fixada ao solo, perpendicularmente à linha, ficando o ponto zero sobre a mesma. O aluno coloca-se imediatamente atrás da linha, com os pés paralelos, ligeiramente afastados, joelhos semi-flexionados, tronco ligeiramente projetado à frente. Ao sinal o aluno deverá saltar a maior distância possível. Serão realizadas duas tentativas, registrando-se o melhor resultado.

Anotação

A distância do salto será registrada em centímetros, com uma decimal, a partir da linha traçada no solo até o calcanhar mais próximo desta.

PROESP BRASIL - FLEXIBILIDADE/SENTAR E ALCANÇAR

Material

Utilize um banco com as seguintes características:a) um cubo construído com peças de 30 x 30 cm; b) uma peça tipo régua de 53 cm de comprimento por 15 cm de largura; c) escreva na régua uma graduação ou cole sobre ela uma trena métrica entre 0 a 53 cm; d) coloque a régua no topo do cubo na região central fazendo com que a marca de 23 cm fique exatamente em linha com a face do cubo onde os alunos apoiarão os pés.


Material alternativo

1:a) Consiga um banco de 30 cm de largura; b) Vire o banco lateralmente (deite-o de lado); c) Fixe uma régua de pelo menos 40 cm ao banco de modo que a merca de 23 cm coincida coma linha vertical onde os alunos apoiarão os pés.
Material alternativo

2:a) Consiga uma caixa de papelão com 30 cm de altura; b) Vire a caixa com o fundo para cima (a parte aberta da caixa voltada para baixo); c) No fundo da caixa (parte superior) fixe uma régua de pelo menos 40 cm de modo que a marca dos 23 cm coincida com a linha vertical onde os alunos apoiarão os pés.


Orientação

Os alunos devem estar descalços. Sentam-se de frente para a base da caixa, com as pernas estendidas e unidas. Colocam uma das mãos sobre a outra e elevam os braços à vertical. Inclinam o corpo para frente e alcançam com as pontas dos dedos das mãos tão longe quanto possível sobre a régua graduada, sem flexionar os joelhos e sem utilizar movimentos de balanço (insistências). Cada aluno realizará duas tentativas. O avaliador permanece ao lado do aluno, mantendo-lhe os joelhos em extensão.

Anotação

O resultado é medido a partir da posição mais longínqua que o aluno pode alcançar na escala com as pontas dos dedos. Registra-se o melhor resultado entre as duas execuções com anotação em uma casa decimal.

PROESP BRASIL - FORÇA/RESISTÊNCIA (ABDOMINAL)

Material

Colchonetes de ginástica e cronômetro.


Orientação

O aluno posiciona-se em decúbito dorsal com os joelhos flexionados a 90 graus e com os braços cruzados sobre o tórax. O avaliador fixa os pés do estudante ao solo. Ao sinal o aluno inicia os movimentos de flexão do tronco até tocar com os cotovelos nas coxas, retornando a posição inicial (não é necessário tocar com a cabeça no colchonete a cada execução). O avaliador realiza a contagem em voz alta. O aluno deverá realizar o maior número de repetições completas em 1 minuto.

Anotação

O resultado é expresso pelo número de movimentos completos realizados em 1 minuto.

PROESP BRASIL - RESISTÊNCIA GERAL - 9 MINUTOS

Material

Local plano com marcação do perímetro da pista. Cronômetro e ficha de registro. Material numerado para fixar às costas dos alunos identificando-os claramente para que o avaliador possa realizar o controle do número de voltas. Trena métrica.

Orientação

Divide-se os alunos em grupos adequados às dimensões da pista. Observa-se a numeração dos alunos na organização dos grupos, facilitando assim o registro dos anotadores. Tratando-se de estudantes com cabelos longos, observa-se o comprimento dos cabelos para assegurar que o número às costas fique visível. Informa-se aos alunos sobre a execução correta do testes dando ênfase ao fato de que devem correr o maior tempo possível, evitando piques de velocidade intercalados por longas caminhadas. Informa-se que os alunos não deverão parar ao longo do trajeto e que trata-se de um teste de corrida, embora possam caminhar eventualmente quando sentirem-se cansados. Durante o teste, informa-se ao aluno a passagem do tempo aos 3, 6 e 8 minutos ("Atenção: falta 1 minuto!"). Ao final do teste soará um sinal (apito) sendo que os alunos deverão interromper a corrida, permanecendo no lugar onde estavam (no momento do apito) até ser anotado ou sinalizado a distância percorrida. Todos os dados serão anotados em fichas próprias devendo estar identificado cada aluno de forma inequívoca. Sugere-se que o avaliador calcule previamente o perímetro da pista e durante o teste anote apenas o número de voltas de cada aluno. Desta forma, após multiplicar o perímetro da pista pelo número de voltas de cada aluno deverá complementar com a adição da distância percorrida entre a última volta completada e o ponto de localização do aluno após a finalização do teste.
Anotação

Os resultados serão anotados em metros com aproximação às dezenas.